Usina solar flutuante é um projeto de teste que pode ser ampliado na capital paulista

Sendo uma fonte de geração de energia limpa e renovável, a ideia tem conquistado um espaço cada vez maior em diversas partes do mundo. De acordo com informações da Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente (Sima-SP), a usina foi implantada na represa Billings, através de uma parceria entre a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE) e a Sunlution Soluções em Energia.  

 A usina solar ainda é um projetopiloto, que iniciou a sua operação no dia 28 de fevereiro e deve funcionar em regime de testes por 90 dias. Com 100 kilowatts de potência e ocupando uma área de 1.000 m², a usina é resultado de um investimento de R$ 450 mil em equipamentos.  

Usina solar flutuante deve ser replicada em outras represas da capital paulista 

A intenção inicial do projeto é que a estrutura gere energia suficiente para alimentar um dos escritórios da EMAE. O secretário da Sima-SP, Marcos Penido, afirmou que a iniciativa é fruto e trabalho do órgão focado no desenvolvimento de políticas públicas para a preservação do meio ambiente.  

 O teste realizado com a implementação da primeira usina solar do estado de São Paulo busca viabilizar a implantação de mais usinas fotovoltaicas em reservatórios da capital paulista. A expectativa é que o projeto se torne viável para que a EMAE abra uma chamada pública para parcerias de expansão. 

Usina solar em parque público de São Paulo gera uma economia de R$ 270 mil por ano 

Localizada em um bolsão no estacionamento do Parque Cândido Portinari, outra usina solar fotovoltaica foi inaugurada em São Paulo, ainda durante o governo de Geraldo Alckmin.  

 A estrutura conta com 2.095 módulos fotovoltaicos e faz a cobertura de 264 vagas de estacionamento do parque, ocupando uma área de 3.400 . Desde então, as instalações do Parque Cândido Portinari e do Parque Villa-Lobos, localizados na zona Oeste da capital paulista, são abastecidas por energia solar.  

Na época da inauguração, Geraldo Alckmin, então governador em exercício, afirmou que a cidade de São Paulo é pioneira em soluções de energia renovável e que a usina economizaria cerca de R$ 270 mil por ano. 

 O projeto foi idealizado pela Secretaria de Energia e Mineração do Estado de São Paulo e executado pela Companhia Energética de São Paulo (CESP), contando com o apoio da Sima-SP e de empresas privadas. O investimento total da usina ficou na casa dos R$ 17 milhões.  

Novas fontes de energia renovável em São Paulo favorecem o meio ambiente e reduzem custos  

Para o professor de engenharia elétrica da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Anderson Jucá, a nova usina solar flutuante agrega mais valor ao uso das represas e contribui para a futura ampliação de uma base de energia solar, sustentável e limpa no estado de São Paulo. 

 O especialista também aponta que aumentar a oferta de geração de energia solar na maior metrópole do país é uma alternativa viável para baratear os custos do sistema de energia elétrica do estado. 

 Jucá ainda destacou que alguns pontos devem ser observados, como a ancoragem da usina, o impacto da estrutura na fauna presente no reservatório e os custos de manutenção. Esses pontos são cruciais para viabilizar o projeto teste e ampliar a sua atuação em maior escala. 

 De acordo com o especialista, um teste de três meses não seria suficiente para avaliar todos os pontos necessários para a viabilidade e adaptação do projeto. Segundo ele, questões como a sazonalidade precisam ser consideradas, antes da ampliação.  

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