Os maiores desafios de pessoas idosas ou com mobilidade reduzida durante a quarentena — e como amenizá-los

Entenda os problemas enfrentados por aqueles que fazem parte do grupo de risco e saiba como ajudá-los

Em épocas normais, optar por uma passagem da Viação Garcia seria uma escolha adequada para os idosos ou pessoas com problemas de mobilidade: os ônibus da companhia são confortáveis, bem equipados e atendem a todos os tipos de público.

Nas circunstâncias atuais, no entanto, a ideia de ir para longe está fora de questão. A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem solicitado a todos que permaneçam em casa, como forma de tentar diminuir a contaminação pelo novo coronavírus, micro-organismo que tem causado impacto em todo o globo.

Não por acaso, afinal a COVID-19, doença causada pelo vírus já citado, infelizmente, já vitimou milhares de pessoas. Os números tendem a continuar altos nos próximos meses, mas podem ser menos agressivos se permanecermos em isolamento social.

Não se pode negar que estar em quarentena, no entanto, é mais difícil para algumas pessoas: indivíduos de idade, que moram sozinhos e distante da família, podem encontrar dificuldades para reorganizar a rotina.

Muitas vezes, idosos não têm o hábito de utilizar a Internet e dispositivos que permitam a troca de mensagens de maneira rápida. Assim, encontrar atividades prazerosas ou manter-se em contato com amigos e família pode ser um desafio.

Da mesma forma, pessoas com algum tipo de deficiência, especialmente, se não moram com membros da família ou companheiro, podem se sentir desatendidas e encontrar algumas dificuldades para manter a normalidade da vida.

Neste artigo, listamos alguns dos problemas mais comuns enfrentados por ambos os grupos e fornecemos dicas para auxiliar as pessoas que se encontram nas situações citadas. Confira.

Problemas enfrentados por idosos: como diminuir a exposição

Possivelmente, o maior desafio enfrentado pela população idosa durante o surto do coronavírus é a exposição. Sendo parte do grupo de risco — afinal, os impactos da doença tendem a ser mais severos em pessoas a partir dos 60 anos —, qualquer ida ao mercado pode causar preocupações.

A recomendação da OMS é clara: é preciso evitar qualquer tipo de aglomeração. Infelizmente, há quem não tenha quem possa fazer as compras, ir à farmácia e similares. Assim, vemos muitos idosos nas feiras e nos mercados.

Algumas empresas têm facilitado o sistema de delivery, como forma de incentivar o isolamento social. Se você mora em um condomínio, pode imprimir opções de serviços de entrega e colocá-los sob as portas dos seus vizinhos idosos.

Caso você tenha ido ao supermercado semanalmente, também pode se oferecer para fazer as compras por eles. É uma gentileza que, se praticada por diversos jovens, também pode ter impacto positivo na saúde física e mental dos idosos.

Dificuldades compartilhadas

Tanto a população idosa quanto aqueles que têm dificuldade de mobilidade podem se encontrar em momentos de tédio e melancolia durante a época da quarentena.

De acordo com o que tem sido divulgado por especialistas da área da saúde, a melhor opção nesse momento é buscar maneiras positivas de ocupar a cabeça e não cair na tentação de assistir aos noticiários durante todo o dia.

Pode parecer confortável ficar no sofá, passeando pelos canais da televisão, mas isso é extremamente prejudicial para a saúde do corpo e da mente: o excesso de informação e o sedentarismo, aliados à tensão do momento presente, podem propiciar o desenvolvimento de quadros de depressão, pânico e ansiedade.

Recomenda-se aos indivíduos que entrem em contato com seus médicos e informem-se sobre limitações, indicações de atividade física e afins. Há inúmeros educadores físicos que, no momento da quarentena, têm oferecido aulas gratuitas — as quais, inclusive, têm circulado até nos aplicativos de mensagens instantâneas.

Além disso, há psicólogos e especialistas em saúde mental oferecendo atendimento emergencial através da Internet, especialmente, para quem está sozinho no momento

da quarentena ou tem se sentido sufocado pela especificidade e gravidade da pandemia.

O apoio da família é fundamental

Se os membros distantes da família não têm o costume de utilizar a Internet, aparelhos celulares e aplicativos que permitam a comunicação em tempo real, cabe aos demais incentivá-los a fazer uso das possibilidades da tecnologia. Converse com amigos, colegas e conhecidos sobre as possibilidades e serviços que têm sido oferecidos on-line.

Se tiver um tempo, faça uma lista de aulas, palestras e afins gratuitos que podem ser interessantes e divulgue-a — nem que seja em um pedaço de papel, escrito à mão. Um dos maiores desafios tem sido pensar coletivamente. Assim, qualquer atitude que vise o bem-estar do outro é incentivada e necessária.

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