O que a sua empresa pode melhor absorver do home office?

O home office sofreu um crescimento acelerado nos últimos meses, devido à pandemia do novo coronavírus. Mas o fato é que essa modalidade de trabalho já era uma tendência e acabou se concretizando antes do previsto.

Apesar das empresas terem de se adaptar rapidamente a essa nova realidade, ela acabou trazendo mudanças positivas e ampliando a capacidade de trabalho das empresas e das pessoas.

Por isso, neste artigo, vamos falar um pouco sobre o home office e o que as empresas podem aprender de positivo com esse modelo de trabalho.

Como funciona o home office?

Quem atua com home office, trabalha em casa ou em espaços alternativos, com cafés e coworking. É uma modalidade comum com entre freelancers, autônomos ou empresas que adotam esse modelo, como no caso de muitas atualmente.

É uma boa escolha para quem está começando o próprio negócio e não quer usar a fórmula tradicional de trabalho. A vantagem é que essa opção traz muitas vantagens, como:

  • Independência;
  • Menos estresse;
  • Alimentação mais saudável;
  • Liberdade profissional;
  • Qualidade de vida;
  • Mais economia para a empresa.

Mesmo em meio a tantos benefícios, algumas empresas enfrentam seus desafios, afinal, boa parte delas ainda está se adaptando. E é isso o que trará muitos aprendizados para as organizações.

Aprendizados positivos do home office

Tantos desafios frente à essa nova realidade, trouxeram muitos aprendizados para as organizações. Por exemplo, se antes elas podiam contar com salas para treinamento, hoje não é mais necessário, por conta do distanciamento social.

No entanto, podem fazer suas atividades de maneira remota, usando alguns softwares que, inclusive, são encontrados gratuitamente. Mas dentre os pontos positivos que podem ser absorvidos estão:

1 – Fluidez na comunicação

A comunicação é algo importante para qualquer empresa, por diversos motivos, tais como:

  • Alinhar as equipes;
  • Organizar o fluxo de trabalho;
  • Atingir metas e objetivos;
  • Garantir a qualidade dos processos.

Só que para conseguir mais fluidez, é importante se atentar a alguns pontos necessários para qualquer organização, desde aquelas que fabricam equipamentos para impressão de fotos digitais, até os mais variados tipos. Por isso é importante:

Criar uma rotina de diálogo

A empresa deve garantir que nenhum colaborador se sinta excluído ou sozinho. 

É necessário desenvolver um planejamento de ações para manter essa proximidade, para uma comunicação constante e natural.

Uma rotina de reuniões é uma boa dica, e elas devem ser feitas com uma periodicidade mais próxima possível das que eram feitas pessoalmente.

2 – Suporte sempre disponível

Assim como o home office é uma novidade para algumas empresas, também é uma novidade para os colaboradores. Por isso, é natural que ele precisem de suporte mais vezes do que o normal.

Eles não poderão contar com recursos como equipamentos de telão home theater, infraestrutura de apoio ou outras disposições que as organizações costumam oferecer. 

Tudo isso será adaptado a um novo formato, estando cada funcionário em um local diferente, neste caso, em suas respectivas residências.

O suporte também pode ser feito à distância, e para isso, a empresa pode optar pelos feedbacks constantes e criar um canal de comunicação exclusivo para ajudar os colaboradores.

Conclusão

Adotar essas estratégias é uma ação muito positiva para as empresas, pois elas podem continuar produzindo, sem colocar em risco a saúde de todos os seus profissionais.

Além disso, a experiência com o modelo de trabalho home office vai expandir a capacidade de organização da empresa, oferecer a ela uma modalidade mais econômica e torná-la mais resiliente frente eventuais desafios.

É uma forma de estar preparado para essas situações e ter a oportunidade de oferecer maturidade e crescimento aos colaboradores, que também estão descobrindo capacidades que não conheciam.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

Pangolim e coronavírus: entenda sua relação com o surgimento da pandemia e com o comércio ilegal de animais selvagens

Evidências da relação entre o animal e o surgimento da doença fortalecem debate sobre proibição da atividade ilícita

Desde que o novo coronavírus se espalhou e obrigou boa parte da população mundial a adotar medidas de distanciamento social para tentar diminuir o número de casos, cientistas de todo o globo têm tentado descobrir a origem do COVID-19.

A resposta mais provável é que tenha sido de algum animal selvagem. O maior suspeito, inicialmente, era o morcego. Mas novas pesquisas também relacionam o vírus ao pangolim. Há evidências de que o animal possa ser um dos hospedeiros que ajudaram o parasita a encontrar os humanos.

Pangolins ou morcegos?

As pesquisas ainda não são conclusivas, mas as duas espécies podem ter relação com o surgimento do novo coronavírus. A busca por essa resposta começa nas primeiras pessoas com casos confirmados, frequentadoras de um mercado de frutos do mar que também vendia animais selvagens, em Wuhan, na China.

Como a suspeita é de que o novo coronavírus tenha infectado os primeiros humanos no continente asiático, as espécies nativas de lá têm sido as mais estudadas. O objetivo é descobrir em qual animal o Sars-CoV-2 surgiu e qual foi o caminho que ele percorreu até chegar a nós.

Os vírus que apresentam mais semelhança com o do novo coronavírus foram identificados nos morcegos. No entanto, outros tão semelhantes quanto foram identificados nos pangolins.

Um detalhe importante que tem chamado a atenção dos pesquisadores é que a estrutura que o vírus nos pangolins usa para se conectar com as células é mais

parecida com a dos humanos. A dos morcegos costuma ser bem diferente nesse aspecto específico.

Talvez os dois?

Com essas evidências, uma terceira teoria tem ganhado força: o coronavírus que contamina os humanos pode ser resultado de uma mistura genética entre os vírus de morcegos e pangolins.

Desse modo, o pangolim pode ter sido o intermediário entre os morcegos e os humanos. O processo é comum entre os vírus e foi mais ou menos o que aconteceu com o H1N1, que tem genes semelhantes aos de porcos e aves.

O que o comércio de animais selvagens tem a ver com isso?

O comércio de animais selvagens deve estar diretamente relacionado com toda essa situação. Se qualquer uma dessas teorias for confirmada, a passagem do vírus desses hospedeiros para os humanos deve ter se dado, provavelmente, pelo consumo desses animais.

Bichos selvagens são populares em mercados da Ásia, como o que pode ter dado origem à pandemia. O pangolim é, entre eles, o mais comercializado ilegalmente em todo o mundo. Estimativas dizem que pelo menos 100 mil mamíferos dessa espécie sejam vendidos por ano, especialmente, na China e no Vietnã.

Nesses países, as escamas do mamífero costumam ser amplamente utilizadas na medicina tradicional por isso, o pangolim-malaio está, inclusive ameaçado de extinção.

Cientistas e ativistas já argumentam há tempos que a prática de consumir bichos exóticos é um perigo para a saúde humana, debate que agora ganhou força. Os estudiosos alertam que já foram identificados milhares de vírus que podem ser graves para os humanos nesses animais.

O consumo de bichos selvagens é tradicional em muitos países asiáticos, mas seus praticantes são acusados de dizimar espécies e destruir habitats. Esse costume ainda coloca os humanos diretamente em contato com os vírus desses animais, contra os quais, geralmente, não temos anticorpos.

Quem ainda não é contra esse tipo de comércio, mesmo quando essa pandemia for controlada, deveria finalmente aprender que os animais selvagens são hospedeiros muito prováveis para outros parasitas, como os citados aqui, e deixá-los em paz. Talvez seja a hora de repensar a tradição em benefício da saúde coletiva e da conservação de todas as espécies.